Ola da Holanda

Estou a postar directamente de Zandvoort, uma zona de praias perto de Amesterdao. O ritmo tomou conta da pista de danca, loucura total. O ambiente esta optimo e eu nao sei onde para a pontuacao deste teclado. Gostava que todos aqueles de quem gosto estivessem aqui. Grande beijo!

É hoje! É hoje!

Hoje
chega
oficialmente
o VERÃO!

...Já não era sem tempo!

Ontem foi assim...

O dia todo a esfregar a casa de uma ponta à outra. Hoje sinto-me como se tivesse ido ao ginásio...

You got to love... yourself!

Sempre achei irritantes aquelas pessoas que parecem viver numa serenidade perfeita e aqueles mails zen com chavões sobre como estar de bem com a vida. Tudo isso me parecia muito teórico, contemplativo e pouco realizável num dia a dia repleto de desafios a todos os níveis.

Mas, um dia compreendi que era essa serenidade que eu parecia não alcançar que me atormentava e não as pessoas ou os e-mails, e que ganhava mais em aprender com boas histórias de vida, do que em sentir-me melhorzinha por ter uma vida mais afortunada que a dos desgraçados que teimam em contar como tudo vai de mal a pior.

O texto abaixo é baseado num texto de Charles Chaplin que me chegou via e-mail. As frases podem parecer lugares comuns à primeira vista, mas para mim são verdades pessoais.
Aqui o dedico a uma amiga de quem gosto muito e que não descortina o sol por detrás das nuvens neste momento.

“Com o tempo...

- parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
- compreendi que a minha angústia, não passa de um sinal de que estou a ir contra as minhas verdades.
- percebi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto. E, então, pude relaxar.
- comecei a livrar-me de tudo que não fosse saudável ...Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. - deixei de temer o meu tempo livre e desisti de tentar fazer planos para os outros. Hoje decido fazer o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
- desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o Futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é onde a vida acontece.

De início, a minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama... Auto-estima. Autenticidade. Amadurecimento. Amor-próprio. Simplicidade. Plenitude.

E tudo isto aconteceu ...Quando me amei de verdade.”

Hoje estou com esta sensação...

Que o dinheiro voa...
...tomara que voe para mim!

Home bittersweet home

Este fim de semana comecei oficialmente à procura de casa para comprar.

Iniciar o processo de compra de uma casa é uma aventura. E não me refiro às papeladas e estopadas que nos fazem pensar se não estariamos bem quietinhos e sossegadinhos onde estávamos. Refiro-me à aventura anterior: depois de devidamente idealizada a casa que desejamos, parte-se à descoberta do que há disponível no mercado de acordo com o valor que estariamos dispostos a pagar... A aventura é chegar a um concenso. No final ou baixam as nossas expectativas ou aumenta o preço a pagar.

Apartamentos a estrear de preços puxados, com quartos onde mal cabe uma cama e com halls enormes; casas de banho em frente a portas da entrada; banheiras de hidromassagem que se usam uma vez para experimentar e jura-se para nunca mais; salas com tectos trabalhados onde reina a falta de gosto... um sem número de erros e pormenores gritantes que me iam fazendo questionar se serão os construtores a desenhar as casas.

Será que ainda ninguem se lembrou de vender uma casa sem extras? Vendiam o espaço, com as paredes, canalizações, tubagens e pré-instalações, mas sem portas e janelas, sem casas de banho, nem cozinhas montadas. Sem coisas com que tenho que levar lá porque comprei aquele andar esquerdo ou direito. Se até os carros de fábrica já são personalizáveis... quando é que isso chega aos apartamentos prontos para venda com possibilidade de personalização em após-venda em vez de vir com tudo de série?

Com o preço base da casa mais baixo as vendas potencialmente disparavam. Tudo o resto seria serviço prestado (desde equipamento a acabamentos):
- “Quer uma estante na box da garagem? Concerteza. Escolha o modelo, o numero de prateleiras, a cor e a dimensão e o preço máximo que estaria disposto a pagar, colocaremos dentro de 2 semanas”.
- “Quer duas riscas na parede em azul? Concerteza. Escolha por favor o pantone e os efeitos do nosso catálogo ou envie-nos o seu desenho”.
- “Viu um móvel de cozinha no IKEA e quer que verifiquemos os módulos a adaptar e o montemos?...”
- “Quer deitar uma parede a baixo e fazer só um quarto do T2?...”
- “Ah o seu vizinho encomendou uma porta de entrada à prova de som e quer uma porta blindada à prova de fogo...?” etc...
Feitas as contas, os construtores tinham mais trabalho (ou seja, tinham que ter vendedores como deve de ser e quem fizesse a gestão das encomendas e da instalação a pedido), mas acabavam por até poder ganhar mais no final com um serviço à medida e um cliente muito mais satisfeito.

Pergunto-me... Não há uma visão periférica do negócio? Ou serei apenas mais uma idealista?

Auto-avaliação

Um amigo, que acho extraordinário, explicava-me hoje ao almoço como avalia a vida e as coisas.
Achei interessante partilhar...

Desafio

Normalmente leio os e-mails de brincadeira e os jogos acabam invariavelmente no lixo, mas achei piada a este.
Se eu fosse uma hora do dia, seria: 19:00 (A hora a que nasci e a hora em que o mundo começa a sossegar ou a animar)
Se eu fosse um planeta ou astro, seria: Vénus
Se eu fosse uma direção seria: Oeste
Se eu fosse um móvel, seria: Uma chaise long
Se eu fosse um liquido, seria: Água
Se eu fosse um pecado, seria: Soberba
Se eu fosse uma pedra, seria: A pedra filosofal
Se eu fosse uma àrvore, seria: Frondosa
Se eu fosse uma fruta, seria: Uma amora silvestre
Se eu fosse uma flor, seria: Uma orquídea
Se eu fosse um clima, seria: Temperado
Se eu fosse um instrumento, seria: Um tambor...ou um violino
Se eu fosse um elemento, seria: Oxigénio
Se eu fosse uma cor, seria: Branco
Se eu fosse um bicho, seria: Um felino
Se eu fosse um som, seria: O riso de uma criança ou um assobio
Se eu fosse uma musica, seria: De dança
Se eu fosse um estilo musical, seria: Uma sinfonia clássica
Se eu fosse um sentimento, seria: O Amor
Se eu fosse um livro, seria: Um Romance, tipo Orgulho e Preconceito
Se eu fosse uma comida, seria: Leve e saborosa
Se eu fosse um lugar, seria: Um lugar secreto
Se eu fosse um gosto, seria sabor: A mar
Se eu fosse um cheiro, seria: De terra molhada ou a baunilha :)
Se eu fosse uma palavra, seria: Agora
Se eu fosse um verbo, seria: Viver
Se eu fosse um objeto, seria: Um escudo
Se eu fosse uma peça de roupa, seria: Um confortável casaco
Se eu fosse uma parte do corpo, seria: Os lábios
Se eu fosse uma expressão facial, seria: Desafiadora
Se eu fosse um personagem de desenho animado, seria: A Mafaldinha. Mas gostava de ser o Panoramix :)
Se eu fosse um filme seria: O filme da minha vida
Se eu fosse uma forma seria: Uma nuvem ou um iceberg
Se eu fosse um numero seria: O 3 ou o 7
Se eu fosse uma estação, seria: Outono
Se eu fosse uma frase, seria: A imaginação é mais importante que o saber (Einstein)

E TU O QUE SERIAS ?

Hoje estou assim...

Feliz de saber que vou ter um carro novo que é um maquinão! E lindo!

Texto do dia

Dizem que havia um cego sentado numa calçada de Paris com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:
"Por favor, ajude-me, sou cego".

Um publicitário, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas de moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.

Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas e perguntou se havia sido ele quem reescreveu o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali.
O publicitário respondeu:"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou o seu caminho.

O cego nunca soube, mas o seu novo cartaz dizia: "Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".

Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas perspectivas.

Obrigada a quem me enviou este texto por e-mail, já conhecia mas partilho.
BOM FIM DE SEMANA!

Poema do dia

“Caminante, son tus huellas el camino, y nada más;
caminante, no hay camino, se hace camino al andar.
Al andar se hace camino, y al volver la vista atrás se ve la senda que nunca se ha de pisar.
Caminante, no hay camino, sino estelas en la mar.”
“Caminante” - António Machado
Aqui está uma frase/poema que ouvi numa formação recente da empresa e que achei bem interessante.

Frase do Dia

“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.” – Albert Einstein



Notícia choque desta manhã:
“MADRID (Reuters) - Rebeldes bascos da ETA vão encerrar um cessar-fogo com o governo espanhol até 6 de Junho, informou o grupo separatista armado num comunicado divulgado no jornal basco Berria."As condições mínimas para continuar o processo de negociação não existem", diz a ETA, acrescentando que o governo do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero respondeu a esse cessar-fogo "com prisões, tortura e perseguição". A ETA declarou um cessar-fogo em Março de 2006 e insistiu que o respeitou, apesar da morte de duas pessoas num atentado a bomba no aeroporto de Madrid no final de Dezembro.”
Ora vamos ver se entendi: A ETA declarou sessar fogo em Março. Em Dezembro rebentou com o terminal do aeroporto de Barajas e matou duas pessoas deixando uma data delas feridas por altura do Natal. Agora diz que terminou o sessar fogo? E o atentado de Dezembro foi o quê? Um treino? Um descuido? Uma celebração das festividades Natalicias? Queixam-se de prisões e perseguição? Bem coitadinhos, eles até nem tencionam fazer mal a ninguem... de facto não se compreende!!
Chegados ao Verão, há mais turistas e gente nos aeroportos e nos metros e aquelas mentes inquietas anseiam por uma diversão. Pois, afinal, já há uns meses que isto está uma calmaria e não há sangue, pânico e notícias na TV.
O País Basco até já desfruta de uma autonomia considerável dentro de Espanha, mas o que tem piada mesmo é matar mais gente, já que 800 pessoas mortas em quatro décadas de luta armada não se compara ao alcançado pelos colegas islâmicos donos da verdade religiosa.
... Se por um lado a nossa imensidão humana é admirável, por outro fico estarrecidamente assombrada com tamanha estupidez!

"Tenho fases, como a Lua. Fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Perdição da minha vida! Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha. Fases que vão e que vêm, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso. E roda a melancolia, seu interminável fuso! Não me encontro com ninguém (Tenho fases, como a Lua) No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua... E, quando chega esse dia, o outro desapareceu..."
"Lua adversa" de Cecília Meireles

Sonhar, mudar, conquistar... ser!

(Imagem richard-cook-artville)

Hoje fui assistir a uma palestra-"coaching" dada pelas Flying Fish Productions. No fundo a aprendizagem baseia-se na história de uma pequena peixaria em Seattle (Washington) que mudou a sua forma de estar no mercado e no mundo ao mudar a forma de gestão, dando aos seus empregados a possibilidade de reinventar e inspirar o seu trabalho e comprometendo-os com objectivos comuns. A pequena peixaria acabou por se diferenciar sobretudo pelo envolvimento que dava a todos os que os visitavam.

Aquele conjunto de homens, pegava ao trabalho todos os dias às 6h30 da manhã, era um trabalho duro e monótono e eles conseguiram torná-lo em algo divertido e contagiante.
Os 4 passos para o conseguirem são simples:
1 - Play/Have fun. 2 - Be there. (Estar com as pessoas de verdade, dar-lhes atenção) 3 - Chose your attitude. 4 - Make their day (Dar uma experiência marcante para os clientes, mesmo que seja com um sorriso).

A experiência de ver peixes a voar e vendedores de peixe a meter-se com as pessoas que passavam tornou-se um Case Study. Foram filmados e entrevistados e começaram a dar formação às grandes empresas sobre motivação, liderança e vendas, o sucesso foi tal que o negócio vale neste momento 6 x mais (não houve expansão porque não era objectivo do pequeno empresário John Yokoyama que quer manter o negócio pequeno e quase familiar) e hoje em dia alguns dos seus elementos viajam pelo mundo inteiro a dar formação sobre como criar um espaço de trabalho vital e energizado.

É interessante como o orador James Berquist (de uma consultora que baseia a sua actividade em "transformational consulting" e incentivou a grande mudança na pequena peixaria à beira da falência) nos dizia que tudo começou com um sonho: Para onde queremos ir? O que gostávamos de fazer? - perguntou-se a todos numa reunião, e um dos elementos disse: "Ser famoso mundialmente". Parecia absurdo e todos se riram. Mas a verdade é que abraçaram a ideia sem saberem muito bem como o fazer e hoje em dia o Pike Place Fish Market em Seattle é até objecto de romarias.

Houve frases chave que retive e que se resumem nisto: "People are used to act in some way and think automatically in some way. Think outside the box." "Our past doesn't determine what we are. What determines what we are is the powerful future we can create." "Be commited to the future you create, based in what inspires you. If you don't determine that, you'll have the same you've got already".

Mas de tudo, o que mais achei interessante foi a frase que James Berquist leu, proferida por Nelson Mandela no discurso da tomada de posse em 1994, pertencente a Marianne Williamson do livro "Return To Love: Reflections on the Principles of A Course in Miracles.":

“Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light, not our darkness that most frightens us. We ask ourselves, Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, fabulous? Actually, who are you not to be? You are a child of God. Your playing small does not serve the world. There is nothing enlightened about shrinking so that other people won't feel insecure around you. We are all meant to shine, as children do. We were born to make manifest the glory of God that is within us. It's not just in some of us; it's in everyone. And as we let our own light shine, we unconsciously give other people permission to do the same. As we are liberated from our own fear, our presence automatically liberates others.”

Muito interessante. Don't you think?

http://www.pikeplacefish.com/

Supliciozinho

Há poucas coisas que me deixam mal humorada/ que fazem cair o Carmo e a Trindade/ que me deixam de candeias às avessas. E uma dessas raras coisas são as malogradas fotos. Fico como uma criança e faço uma birra que pode ir da cara de má, ao silêncio glaciar (ou à combinação das duas).
O ambiente está divertido, estou muito bem disposta a rir e a conversar, e pronto! Vem de lá uma máquina fotográfica... e com ela entra aquele tipo de música que antecede uma desgraça qualquer nos filmes.
Apontam-ma, e é como se me apontassem uma arma assassina. As minhas feições parecem mudar para plástico duro. As pessoas ajeitam-se, e no tempo que demora até premirem o gatilho a minha vontade de estar ali vai-se esvaindo pelo chão.
Mas num esforço pelas pessoas com quem estou e de quem gosto, racionalizo a coisa e negoceio comigo mesma: “Bah vai ser indolor e se não gostar apago. E é giro ficar com registos das coisas para mais tarde recordar... Na verdade até há fotos de que gosto bastante, são raras é certo, mas existem!”
E com isto lá relaxo e tento viver o momento sem fazer as cenas que comecei a fazer aí a partir dos 12 anos em que chorava e batia o pé irritada quando me queriam obrigar a tirar fotos.
O desenrolar dos acontecimentos na altura passava pela família a chamar-me tonta (ou pior) e a gozar com a minha atitude, comigo a ficar com vontade que viesse uma nave espacial e os levasse a todos e no final comigo a fugir para o meu quarto, qual bichinho do mato, sentindo-me uma incompreendida.
Depois lá me recompunha do desaforo a que me tinham sujeitado e quando as fotos eram reveladas e guardadas, desapareciam em ficheiros pouco secretos, acabando mafiosamente em pedacinhos dentro de um saco do lixo qualquer.
Analisando bem as coisas, consigo rir-me de mim própria em praticamente tudo na vida mas o espírito critico apodera-se de mim quando toca a fotos e são poucas as que gosto de exibir.
Considero ter uma auto-estima bastante saudável, mas quando dou de caras com fotos minhas com a pele mais branca que a cal, os poros da pele visiveis ou a juba desgrenhada é um supliciozinho. Nego ser aquele frame de pessoa colada numa película sem movimento. É uma sensação idêntica a ouvirmos a nossa voz gravada e não a reconhecermos porque a ouvimos "de dentro".
Há uma teoria oriental que defende que tirar uma foto é roubar a alma e há zonas onde é um grande desrespeito tirar fotografias. (Eles é que sabem!!)
Pior ainda é quando quero passar despercebida e fazem grande alarido. É como fazer uma pessoa tímida estar no centro de um palco com os focos todos apontados para ela, como fazer uma pessoa que tem horror a aranhas fica numa sala cheia delas, como obrigar quem tem fobia de espaços fechados a ficar confinado a um lugar pequeno, abafado e sem luz,... acho que já deu para perceber a ideia.
Quando mostraram a toda a gente no escritório as fotos do casamento a que fui com alguns colegas este fim de semana e eu me sentio alvo favorito, vi-me exposta e fiquei envergonhada. Se eles soubessem como me sinto de certeza que achariam que era exagero da minha parte mas é assim, toda a gente tem paranóias, a minha grande paranóia são as fotos. Podia-me dar para pior.

Passeio ao Oásis Alcochete

"A concentração está prevista para a porta do Ministério das Obras Públicas - à Sé - de onde partirá a caravana de jipes 4X4 que atravessará a Ponte Vasco da Gama com destino ao Deserto a Sul do Tejo.

A primeira paragem será na Área de Serviço da Margem Sul, onde os nossos experientes motoristas necessitam baixar a pressão dos pneus, necessária à circulação nas dunas.

O trajecto até ao Oásis, onde serão servidos carapaus assados e enguias do Tejo, poderá ser feito, por escolha e conveniência dos participantes, quer continuando na caravana de jipes ou em dromedário (uma só bossa), o que torna a aventura muito mais excitante, pois tirando os beduínos tratadores e a areia, os participantes não encontrarão: "pessoas, escolas, hospitais, hotéis, indústria ou comércio"!

Reunidos os participantes será servido o almoço, em tendas, com pratos tradicionais do Oásis Alcochete. À tarde, a seguir ao pôr-do-sol no deserto - espectáculo sempre deslumbrante - será servido um chá de menta, após o que, a caravana regressa nos jipes, com paragem na área de Serviço da Ponte Vasco da Gama, para reposição da pressão dos pneus.

ALERTA: O tempo urge. Segundo as sábias e oportunas declarações do Dr. Almeida Santos, M. I. Presidente do PS as pontes são alvos dos terroristas pois podem ser dinamitadas a qualquer momento, pelo que não se devem construir novas devemos aproveitar as que temos, enquanto estão de pé.

Conto convosco para esta inesquecível aventura ao Deserto a Sul do Tejo!

MUITA ATENÇÃO: A cada participante será exigida uma declaração por escrito onde se comprometem, durante toda a aventura, a não referir qualquer das seguintes palavras: diploma, curso, Independente, engenheiro, fax e inglês técnico.

Com um abraço."

Tinha que partilhar esta sátira. Uma pessoa já não pode usar uma figura de estilo que é logo isto. :)
Trânsito na TSF.

Metro na margem sul.

Desejo do dia

Depois de um fim de semana cheio de coisas boas, com pessoas e momentos ainda melhores, a vontade hoje mesmo era... ...que chegue depressa o Verão e as férias!

Ontem

fui ouvir Márcio Faraco ao Santiago Alquimista.
Numa palavra: Adorei.


Seu Humberto Faraco

Na casa do meu avô
Seu Humberto Faraco
Eu subia no telhado
Pra roubar goiaba do seu Paco

Minha avó atrapalhada
Confundia o nome da gente
Chamava o Nélson de Jova
E eu de um nome diferente

Desce daí Néquinho
Sérgio, Flavinho, Mário, Darcy
Até acertar o meu nome
Eu já nem «tava» mais ali

Nós éramos três meninos
Numa confusão de gurias
Eu, o Nélson e o Jova
Filho de Beatriz, minha tia

E aí veio Giulianna
Logo depois a Caroline
Thaís chegou há pouco
Na família das meninas

Antes era Lulu and Lili,
Gica, Bribri, Gyssia e Cristina
Ah, quanta guria solta
A atazanar a Constantina

Eu me lembro desse tempo
Guilherme não tinha nascido
Na cristaleira, todos os doces
Antes do almoço era proibido

Eu vou contar agora
O que ninguém nunca revelou
A chave da cristaleira
Ficava em cima do armário do vô

http://www.marciofaraco.com/

Reflexão da semana

"Vá o Ser Humano aonde for, encontrará apenas a porção de beleza que levou consigo."

Textos

Andava a vasculhar as minhas papeladas soltas e encontrei um escrito de 1992 que recebeu um prémiozito num concurso literário lá da escola em género conto. Ora aqui vai.

"Confrontos
Ao leitor:
Procurei. Procurei aquele tema do vosso agrado. E, apenas me encontrei às voltas com uma avalanche de ideias.
Como sabem, os problemas são conflitos. Com eles vive o mundo e por isso aprendemos a resolvê-los ou até a esquecê-los.
E, como já era de esperar, no meio de tantos confrontos há sempre uma história, um retrato tão invulgar e igual que nos relembra realidades vividas, quotidianos que tão bem conhecemos, e dos quais eu vos darei dois simples e humildes exemplos.
Mas como de nada nos serve fazer já um juízo, pois esse deve ser feito em e por cada um de vós de acordo convosco, com os vossos valores e com os vossos mundos...

Esta é Diana, a que vive no centro do mundo; naquele coração batem suaves e frescos anos repletos de sonhos e de uma pequena esperança. São 15 anos físicos com pressas de viver. Superior é porém a sua idade mental e como precoce sente-se perfeitamente ciente de tal. Jovem.. igual a tantas outras distinta de todas elas.
A sua personalidade é a sua assaltante permanente, base de todas as suas preocupações com as quais se debate no meio de uma adolescência...da problemática.
Enquanto a mente se ocupa com grandes aspirações futuras o corpo é o seu “desgaste”. Lutadora, sabe que a carreira escolhida nem sempre vai ser fácil, mas é maior a sua ambição. Decidida, constrói sonhos, faz projectos, mas como resolver situação tão complicada e embaraçosa como a resolução de um comportamento? Gostava de conseguir agradar, mas aquele mundo era para ela deprimente. E aqui estava a pergunta que a aprisionava.
Simpática, amável, gentil, terna. Mostrar aos outros carinho e afeição, sendo assim vista como e interpretada como “mansa”, delicada e até ser acusada de ter expressões infantis, isto Diana sabia ser, uma faceta pela qual sem dúvida enternecia e encantava corações e rostos.
Fatal, sedutora, enigmática, confiante, autoritária, independente, segura de si, indiferente até, um sorriso fechado e brilho sabido no olhar eram-lhe característicos, e esta era a outra parte, a outra faceta diferente e atraente que criava temores, incitava às emoções fortes e ao desafio, numa competição que só ela sabia gerir e coordenar.
E assim se vai debatendo entre uma espécie de tigre e de cordeiro mágicos sem saber em que “jaula” entrar. A sua indefinição toma o lugar do tempo e vai-lhe trazendo como prendas a instabilidade, a inconstância da variedade de humores e de comportamentos e como resposta ...apenas a incompreensão.
Por tudo isto ela é igual a tantos outros que ainda não se sabem encontrar, no meio de tantos traços de caracter por definir.

Naquela tarde fria de Março, o cinzento tomava conta do céu e só as árvores se moviam ao ritmo ameaçador do vento Norte. Dentro da pequena casa rústica da pobre aldeia, a penumbra invadia o espaço iluminado pelo clarão da escura lareira de pedra, que salientava dois vultos inclinados para aquela convidativa e natural fonte calorífica.
- Sabes que me preocupo contigo, não aguento mais ver-te nessa agonia. Quando chegares vais imediatamente ao médico!
Aquela voz surgiu num tom imperativo, já habitual. No entanto, Diana permanecia imóvel, com a quietude dos seus olhos que fitavam o lume e se perdiam nas cinzas e fagulhas mais leves que se levantavam e se desvaneciam no ar. Os ouvidos mantinham-se desatentos ao crepitar saboroso da lenha seca.
- A tua vida pode depender dessa visita e tu sabes bem disso – continuou a avó – Que coisa! Mas que irresponsabilidade!
As mãos de Diana seguravam a tenaz de ferro que brincava com as pequenas brasas. Os seus olhos enchiam-se de um castanho húmido, repleto de raiva e angústia... e de repente quase explodiu quando aquelas críticas já ecoavam nos seus ouvidos e a avó se preparava para continuar o sermão. Em nome de que direito era afinal chamada de irresponsável? Que sabia a sua avó dela ou da sua responsabilidade?... – “E o dinheiro?” – gritou finalmente. Será que ninguém ligava a esse pequeno grande pormenor? A situação económica de seus pais via-se claramente pouco favorável, obrigados a sair do País pelo trabalho, sujeitando-se a sacrifícios que Diana sempre tinha bem presentes e lhe davam, até certo ponto, motivação para querer vencer na vida. Estudava mas era um exemplar sem valor algum. E, apesar de todas as preocupações, a ideia de que o pai perdia a sua possível “fortuna” em jogos de azar, em casinos viciados, ocupava-lhe o primeiro lugar na sua grande lista.
Atravessava agora um período bastante difícil (apenas mais um na sua ainda curta vida), com uma doença que a debilitava. Era urgente a sua cura mas... no dia a dia, Diana de muito se via privada, a tristeza e a frustração apoderavam-se dela de quando em vez ao ver o esbanjamento abusador de suas amigas. Doía. Tanta injustiça presenciada. No seu sangue corriam demasiadas revoltas e amarguras disfarçadas por uma capa de aparente indiferença.
No entanto, não era para ela de grande importância o seu estado precário de saúde. Preferia economizar para um sonho de realização profissional, ou, quem sabe, para um futuro de felicidade ao lado do jovem aguardado com muita paciência.
A infância, pouco feliz, trazia-lhe recordações. O trabalho, o que sempre lhe roubara os pais, que a entregavam a si e a uma imensa solidão e a vendiam à sua tenra responsabilidade e cuidados. Mas sempre tinha feito as coisas pelo melhor, soube escolher, desenvolveu-se sem poder desenvolver aqueles laços de necessária amizade que queriam brotar de um chão árido e infértil, devido à brevidade com que habitavam as várias terras por onde passavam. Saboreou o gosto amargo das partidas e viu as lágrimas das despedidas, conheceu pessoas do bom e do pior, com todos os defeitos e qualidades, dotados de manhas e de ingenuidades mentirosas. E assim foi crescendo, devagar mas depressa, no seio de uma família que a privava daquilo de que tanto necessitava, que lhe dava apenas ordens. Assim cresciam também as suas ideias, os seus pensamentos e os seus receios que guardava só para si. Assim cresceu uma desconhecida, de quem nada se sabia nem se queria saber. Nunca fora aceite pelos seus pais... um preço demasiado caro para um pobre e fraco poder de compra. Na severidade de seus pais qualquer ideia ou desejo expresso, eram simplesmente castigos ou meros desinteresses. Encontrava-se naquela flor da idade já clássica das confusões à qual se impunham gerações diferentes, naturalmente. E era o sofrimento calado por um silêncio e pela falta de um amigo.
Pois é. É a vida! E da Diana nada mais se soube... e esta é a história triste com estas dificuldades a que, de certeza, já não sois sensíveis por estardes tão habituados a elas... Mas... fazei-me um favor: se virdes por aí a Diana, avisai-me, pois conheço alguém com quem tenho a certeza que gostará de se confrontar.
E, talvez assim, nela nasça uma boa esperança, talvez a consigamos curar, talvez...talvez... quem sabe?"

Hoje estou assim...

Que bem que se estava na cama.

Futebol e adeptos... uma combinação explosiva?!

O Porto é campeão. Mas não satisfeitos de não poderem dar pancada em alguém andaram à traulitada uns com os outros... adrenalina a mais ou juízo a menos?